terça-feira, 22 de maio de 2012

Curso de Fotografia Basica


Durante o mês de junho, todos os sábados, o CICAS(Centro de Cultura Alternativa e Social) estará sediando o Curso Básico de Fotografia, ministrado pelo fotógrafo do site e revista RapNacional e das produtoras Terceiro Olhar e Do morro Produções.

 

 

Avelino Regicida estará trabalhando o funcionamento da câmera fotográfica, tendo como foco esta arte como registro artístico e histórico, junto aos diversos recursos técnicos que podem ser usados para uma boa composição fotográfica.

 

 

Resultando em uma exposição dos trabalhos feitos a partir do curso. 



Pré requisitos: ter uma câmera fotográfica digital ou analógica, profissional, semi-profissional ou amadora, pendrive e cabo USB correspondente a própria câmera.

 

 

Isncrições por email 

 

 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

VIdeo/Debate + Rap

Cine/Debate + Rap

na Ocupação Maua


Neste sabado, a partir das 15 horas, o documentarista e militante AnarcoPunk Avelino Regicida foi convidado a exibir um de seus ultimos trabalhos produzidos, junto a Cecilia Maria de Morais Machado Angieli, doutora pela FAU/USP, onde se retrata a vida de 4 moradores de diferentes bairros do distrito da Brasilandia tendo como pano de fundo as diversas questões que envolvem o direito a moradia digna.

"O Sentido da Moradia" é um documentário que faz parte de todo um processo de pesquisa, vivencia e mobilização junto a militantes que lutam por um dos direitos basicos do ser humano,ter uma casa.


Haverá um bate papo com com os dois produtores do video, que pertencem ao grupo gestor do Espaço Cultural Esquina da Memória e encerraremos o dia de ativdades na ocupação com musica, a banda Quilombrasa e a dupla de Regicidas mostraram alguns de seus trabalhos.


Ocupação Maua fica na rua Maua/340 proximo a estação da Luz de mêtro



domingo, 11 de dezembro de 2011

[EUA] Mumia Abu-Jamal se livra da pena de morte. O desafio agora é levá-lo para casa
[Há poucas horas o Ministério Público da Pensilvânia desistiu de pedir a execução de Mumia Abu-Jamal. Agora, depois de mantê-lo em condições de tortura durante 30 anos, as autoridades estadunidenses pretendem deixá-lo o resto de sua vida na prisão. De nenhuma maneira podemos permitir isto. O movimento conseguiu deter a sua execução. Agora o desafio é levá-lo para casa. Mumia livre já!]
Ex-Pantera Negra se livra de pena de morte nos EUA
O ativista negro Mumia Abu-Jamal, ex-membro do grupo Panteras Negras, não será mais executado, anunciou nesta quarta-feira (7) a Procuradoria da Filadélfia, no estado da Pensilvânia, após 30 anos de batalhas legais.
Abu-Jamal foi condenado à pena de morte pela morte do policial branco Daniel Faulkner em dezembro de 1981 e, após a decisão da Procuradoria, cumprirá agora a pena de prisão perpétua, segundo as leis do estado da Pensilvânia.
Grupos de ativistas e de direitos humanos haviam pedido para que mudassem a pena de morte de Abu-Jamal e uma corte federal de apelações dos EUA ordenou um reexame da condenação, sem mudar o veredicto de culpado pelo assassinato.
Abu-Jamal, de 57 anos, sempre negou ter cometido o crime. O caso se tornou uma causa célebre dos críticos da pena capital.
Fonte: agências de notícias internacionais

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rap Atitude:Show na Brasilandia

Para encerrar o ano, teremos um show de rap nacional na Brasilandia.

Com grupos de todo o brasil, a zona norte sera palco do evento que reunira os grupos

Xondaro MC'S ,Regicidas, E.Mortais, Front Liberdade e Rima, Servidores do Rap, Juventude Retitude, Força Subversiva, Quilombrasa e Faixa de Gaza.

A partir das 14:00 horas.



















Para encerrar o ano, teremos um show de rap nacional na Brasilandia.
Com grupos de todo o brasil, a zona norte sera palco do evento que reunira os grupos
Xondaro MC'S ,Regicidas, E.Mortais, Front Liberdade e Rima, Servidores do Rap, Juventude Retitude, Força Subversiva, Quilombrasa e Faixa de Gaza.

A partir das 14:00 horas. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A revolta não escolhe quando e onde estará queimando esta imensa babilônia!


Já faz um tempo que não relato nada das ações feitas pelos projetos que este blog divulga.

A falta de tempo e até de interesse em ficar relatando o cotidiano  dos projetos faz com que o blog fique um tanto quanto desatualizado mas espero poder relatar uma “retrospectiva” que comporte o suficiente para mostrar o quanto de trabalho esta em andamento.



Pois a revolta não escolhe quando e onde estará queimando esta imensa babilônia!



No dia 07 de maio estivemos junto ao projeto Ponto de Memória da Brasilandia na realização da primeira exposição organizada por eles, chamada: Brasilandia suas Vilas e Jardins.Na EMEF Prof. Luiza Salette Junca de Almeida, na Av. Deputado Cantídio Sampaio -vila Souza.

Com o objetivo de produzirmos um documentário sobre as historias das famílias que formaram o distrito da Brasilandia, foi organizado, pela Cecília Machado (núcleo FAU-USP) uma Roda de Conversa junto com algumas pessoas que vivem na região a décadas.O Espaço Cultural do Morro junto com o J.C (morador da Brasilandia a 60 anos, militante do movimento negro e parceiro de nossos trabalhos) esta desenvolvendo estes registros para assim termos no distrito mais um material para estudos e documentação sobre as questões que permeiam a Brasilandia, seus moradores e suas relações enquanto periferia de $.P
 Apartir disto tivemos conhecimento da luta dos moradores dos bairros, na Brasilandia, onde o Rodo Anel ira passar e pretende simplesmente varrer cerca de 500 famílias.
O Jardim Paraná, sendo um dos bairros mais afetados com esta obra do estado esta sendo um dos lugares onde mais visitamos ultimamente.

Em solidariedade aqueles que lutam pelo direito a moradia. Destaco a manifestação feita pela população do Jardim Paraná, no dia 06 de junho, que colocou em suas portas mais de 100 Bandeiras Negras para protestarem contra as obras e os impactos que o Rodo Anel, trecho norte, ira fazer em suas vidas.






Tendo como objetivo registrar o trabalho de resgate das historias orais com as crianças do Jardim Paraná.Junto com a Cecília Machado (NEP-Brasilandia) que trabalha na região a anos, estivemos em alguns encontros onde as crianças fizeram alguns resgates de historias e acontecimentos de suas família em relação ao bairro.Com isso se percebe que mesmo com a pouca idade as crianças se indignam por conta da realidade local.
O Rodo Anel não foi discutido com o distrito, onde simplesmente se deixou aquela região da cidade expandir (ignorando e excluindo pessoas) e agora que é conveniente se ter uma obra que ira atender apenas veículos (nem se quer melhorias para o distrito isso trará) irão arrancar famílias de teus lares e novamente as excluírem para mais longe do centro.
Como ferramenta pedagógica os vídeos e fotografias trabalhadas com os mais novos.Mas tendo em mente se construir o sentimento de solidariedade e entendimento da situação local(periferia), para que possamos ver protagonistas nas historias que construíram as periferias...


Logo mais sairemos com alguns documentários que estam sendo produzidos.





quarta-feira, 6 de julho de 2011

SOM PUNK NA BRASILANDIA DIA 09/07/11

PROJETO ESTÚDIO GARAGEM
Promovendo a Cena Punk da ZN de SP
A Brasilândia também produz cultura e com Muita qualidade
Venda de goró, camiseta cd´s e troca de materiais.
Traga a sua produção seu cd seu Zine.
Barulho por conta da Bandas Punk´s e Feministas da região
ESGOTO
UTERO PUNK
IRMA TALITHA
CHARUME
Como Chegar: Metro Barra- Funda - Lotação Jd. Guarani 978-T (Saltar na Estrada do sabão)
Centro Praça do Correio Ônibus  Jd. Guarani 8528 (Saltar na Estrada do sabão)
Estação Lapa CPTM Lotação Jd. Paulistano (Ultimo Ponto da Av Parapuã) 
Contato: (11) 3925-0874  Celular: (11) 9131-5968 (Claro) C/ Tati Góis
Venha em Paz ou fique em Casa.

terça-feira, 3 de maio de 2011

 
Justiça dos EUA vai reexaminar condenação de ex-Pantera Negra
pantera-negraUma corte federal de apelações dos Estados Unidos ordenou nesta terça-feira, 26 de abril, o reexame da sentença de pena de morte do ex-ativista do grupo Pantera Negra, Mumia Abu-Jamal. A revisão foi pedida após a constatação, pela segunda vez, de que houve erros nas orientações dadas ao júri do caso sobre a pena de morte. A revisão, que deve ocorrer nos próximos seis meses, pode anular a pena de morte, mas não vai mudar sua condenação pelo assassinato de um policial em 1981. 

Abu-Jamal, 58, foi condenado em 1982 à pena de morte pelo assassinato a tiros do policial branco Daniel Faulkner. Ele sempre negou ter cometido o crime, que se transformou em uma causa célebre dos críticos da pena capital. A defesa alegou que houve irregularidades durante os procedimentos legais do julgamento, quando descobriu-se que o júri havia sido manipulado para não considerar as circunstâncias atenuantes contra a pena de morte.

A Corte de Apelações da Pensilvânia decidiu então, em 2008, adiar a pena capital de Abu-Jamal, decisão que levou três anos de processos legais e à intervenção da Suprema Corte de Justiça dos EUA. Nesta terça-feira, a mesma corte decidiu pedir novamente por uma nova audiência de sentença.

O procurador público Seth Williams disse que considerará um novo apelo à Suprema Corte contra a medida. Já os advogados de defesa consideraram a decisão uma forma de tratar do "infortúnio capítulo da história da Pensilvânia".

CRIMEFaulkner, 25, patrulhava as ruas quando parou o irmão de Abu-Jamal, William Cook, por uma infração de trânsito, aproximadamente às 4h. Abu-Jamal, que trabalhava como taxista na época, correu até o local. A Polícia encontrou o ativista ferido por um tiro da arma de Faulkner, que por sua vez foi morto com vários disparos. Um revólver calibre 38 registrado por Abu- Jamal foi encontrado no local, com cinco cartuchos disparados.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A BOCA SØ SE CALA QUANDO O TIRO ACERTA

 
ASSIM COMO MUTOS LERAM E ASSISTIRAM NAS GRANDES MIDIAS.MAIS UMA VEZ A FACE DO NAZI-FASCISMO SE MOSTROU.

ATRAVEZ DE UM ATENTADO ORGANIZADO POR SKINHEADS NESTE ULTIMO DIA 26.TIVEMOS ALGUMAS VITIMAS,POREM TODAS JA ESTAM SE RECUPERANDO.NOSSO DOIS IRMAOS QUE SE ENCONTRAVAM HOSPITALIZADOS JA ESTAM DE VOLTA.

AGORA TEMOS QUE FAZER COM QUE ESTE CASO NAO SEJA ENCARADO COMO UMA SIMPLES BRIGA DE GANGUES.

OS NEONAZISTAS ACUSADOS JORGE GABRIEL GONZALEZ, MILTON GONÇALVES DO NASCIMENTO JUNIOR, RAPHAEL LUIZ DIERINGS E ROGERIO MOREIRA,MAIS UM DELES QUE POR SER MENOS NAO TIVEMOS ACESSO AO NOME,ESTAM SENDO ACUSADOS DE DUPLO HOMICIDIO QUALIFICADO POR MOTIVEL FUTIL;FORMAÇAO DE QUADRILHA E CORRUPCAO DE MENOR.

MAIS UMA VEZ A JUSTIA SE MOSTRA INDISPOSTA A COMBATER O RACISMO,A HOMOFOBIA,A XENOFOBIA,O MACHISMO E NAZISMO,QUANDO IGNORA EM SUA ACUSAÇAO O PRINCIPIO DE QUE ESTE CRIME TAMBEM SE PORTA COMO UM CRIME DE RACISMO.

SOMOS UMA ASSOCIACAO FORMADA POR DIVERSAS ORGANIZACOES E PESSOAS ANARCOPUNK’S AO QUAL SE RELACIONAM POLITICAMENTE COM OUTRAS DIVERSAS ORGANIZACOES E MOVIMENTOS SOCIAIS.

NAO ESTAMOS NA BATALHA COTIDIANA PARA VERMOS NOSSAS ACOES E CONSQUISTAS SEREM CLASSIFICADAS COMO MERAS BRIGAS DE GANGUES.
AUTODEFESA SE FAZ NECESSARIA E ESTE TIPO DE ATAQUE NAZISTA SE COLOCA COMO QUALQUER OUTRO QUE LAMENTAMOS SEMANALMENTE E AS DITAS AUTORIDADES REPETIDAMENTE IGNORAM OS FATOS.

REPITO AQUI OS NOMES DO NEONAZISTAS PRESOS :
JORGE GABRIEL GONZALEZ, MILTON GONÇALVES DO NASCIMENTO JUNIOR, RAPHAEL LUIZ DIERINGS E ROGERIO MOREIRA.

SENDO QUE OS MESMOS PODEM SAIR INJUSTAMENTE DA PRISAO POIS COMO SEMPRE RICO E BRANCO DIFICILMENTE SE ENCARCERA NA CITUACAO ATUAL QUE ENCONTRAMOS...

SOLIDARIEDADE AOS MOVIMENTOS,IDEAIS E AÇOES QUE DEFENDEM A LIBERDADE, A DIVERSIDADE E JUSTIÇA SOCIAL.

POR UM MUNDO ONDE CAIBAM VARIOS MUNDOS.

REGICIDA ANARCOPUNK DIRETAMENTE DO QUILOMBO DA BRASILANDIA.

SEGUE ABAIXO CARTA DA ASSOCIAÇAO MOVIMENTO ANARCOPUNK DE $AO PAULO:


CARTA-ABERTA
Em repúdio às atrocidades cometidas por skinheads e neonazistas
 
Por meio desta carta, dirigida aos movimentos sociais, imprensa e sociedade civil como um todo, buscamos expressar nosso repúdio ao ataque organizado por um grupo de cerca de 10 neonazistas contra o evento “Jornadas Anti-Fascistas” no último sábado (26 de fevereiro de 2011), nas proximidades do espaço autônomo Ay Carmela. Este acontecimento lamentável só frisa mais uma vez a necessidade urgente de que as discussões sobre esta problemática sejam ampliadas, e de que medidas concretas sejam tomadas. 


A agressão

O ataque organizado pelo grupo buscava interromper o evento, atacar violentamente os presentes, e possivelmente destruir um espaço autônomo de práticas libertárias.
Todos os membros do grupo estavam armados com facas, bastões de madeira, soco inglês e até uma espingarda de chumbinho.
O evento contava com a presença de grupos de RAP e bandas Punks, e entre as mais de 30 pessoas presentes havia, inclusive, crianças de colo.

Nas proximidades do evento, a primeira agressão já deixou muito clara a orientação política do grupo de skinheads: um jovem negro que tem uma perna mecânica e trabalha como catador de lixo. As outras 3 vítimas também seguem essa mesma característica, são jovens negros moradores da periferia de São Paulo, que foram atacados pelo simples motivo de estarem realizando um evento em memória de todas as vítimas da intolerância. Os agressores tinham claro qual seria o alvo, acabar com a memória, coagir algumas das poucas vozes que diariamente seguem denunciando as agressões por parte desses grupos de extrema-direita.
Os skinheads ainda afirmaram para os companheiros agredidos que "haviam pego mais um 'macaco'", reforçando mais uma vez o cunho racista e intolerante de suas ações. A população que estava no local se indignou com o ocorrido e solidarizou com os companheiros feridos.
 
O evento
A Jornada Anti-Fascista é um ato político-cultural organizado pelo Movimento Anarco Punk de São Paulo há 11 anos, que surgiu da indignação ante ao assassinato de Edson Neris em fevereiro de 2000, espancado até a morte por um grupo de mais de 20 skinheads com chutes e golpes de soco inglês, por ser homossexual e estar de mãos dadas com outro homem.
Nestes onze anos foram organizadas durante o mês de fevereiro uma série de atividades envolvendo atos públicos, panfletagens, debates, palestras, exposições, apresentação de bandas, exibições de vídeos e sobretudo a denúncia das ações intolerantes praticadas por grupos nazi-fascistas e skinheads. Todas essas atividades sempre foram organizadas em conjunto com a participação de diversas entidades da Sociedade Civil, como ONGs, movimentos sociais, grupos culturais e etc.
Nas diversas localidades em que foram organizadas estas atividades, em regiões centrais e periféricas, a proposta presente foi o combate ao racismo, a homofobia, a xenofobia e toda forma de intolerância. Uma luta da qual também partilham grupos e movimentos sociais diversos com os quais pudemos nos unir.
Como fruto do reconhecimento deste trabalho de denuncia de atitudes, práticas e grupos intolerantes junto aos movimentos sociais, em 2005 o Movimento Anarco Punk recebeu o prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, da Associação do Orgulho GLBT de São Paulo, que conforme contato enviado pelo então presidente da associação Reinaldo Pereira Damião, "significa antes de tudo o reconhecimento dessa ação como algo de alta representatividade na vida dos homossexuais do Brasil e da sociedade de maneira geral, uma vez que o conteúdo da programação repercutiu de tal forma na militância homossexual, que hoje essa ação é seguida por vários grupos, inclusive a própria Associação do Orgulho GLBT de S. Paulo."

No último final de semana ocorria, então, a atividade de fechamento das Jornadas de 2011, com um ato público na Praça da República e ainda um evento com atividades culturais no espaço Ay Carmela, no centro da cidade.

Combatamos o nazi-fascismo!

Declaramos aqui nosso repúdio à agressão racista e intolerante de 4 companheiros por este grupo de skinheads, lembrando ainda que este não é um fato isolado, somando-se a ele centenas de casos semelhantes que acontecem há anos com assustadora frequência não só na cidade de São Paulo mas no mundo inteiro, provocando mortes, espancamentos, e danos diversos.
Frisamos que este acontecimento não pode de forma alguma ser pensado como uma "briga entre gangues", como muitas vezes a imprensa costuma noticiar tais agressões. Faz-se necessário politizar e problematizar estas agressões, e deixar de lado a idéia de que a ação destes grupos skinheads se limita a uma inofensiva briga de jovens.
Pensar desta forma é fechar os olhos para as centenas de casos de homossexuais, negros/as, nordestinos/as, imigrantes, punks e outros tantos grupos que já sofreram agressões semelhantes; é fechar os olhos para a crescente onda nazi-fascista que tem levado inclusive a juventude de classe média paulistana a organizar manifestos contra nordestinos/as ou mesmo a recente organização de um ato de cunho xenófobo pela extradição de Casare Batisti; é esquecer os grupos fascistas que maquiam seu discurso para ingressar na política e fazer valer seus ideais intolerantes.
Segundo informações divulgadas pela policia, existem milhares de indivíduos envolvidos em movimentações neonazistas já identificados em São Paulo. Porém nada é feito de forma efetiva e concreta, e tais indivíduos e grupos permanecem agredindo pessoas sem que nenhuma atitude seja tomada pela sociedade.
Essa nota não se limita apenas a essa agressão, mas diz respeito a todas as agressões e práticas neonazistas que ainda existem - seja elas por vias violentas ou institucionais - e devem ser combatidas. Busca chamar a atenção para algo que sofremos há muito tempo: a violência intolerante e fascista!
Os casos de agressão a negros, homossexuais e imigrantes vem crescendo assustadoramente. Podemos encontrar sites, perfis de comunidades sociais na internet, e em muitos bairros da cidade indícios da existência desses grupos. Podemos encontrar no rosto, no corpo e nas mentes de nossos irmãos e até de nós mesmos as cicatrizes dessa violência. Podemos encontra na conivência e na omissão por parte do Estado e dos órgãos de "segurança" o terreno fértil para a proliferação destes grupos.
A intolerância faz parte da lógica explorador X explorado, serve para tentar nos reduzir, serve para nos coagir para que nos encaremos enquanto inferiores, serve para deixarmos no passado as agressões que já existiram e torcer pra que não soframos mais.
Essa nota tem a intenção contrária, serve para nos lembrar que somos fortes, e resistimos até agora a toda essa violência, para lembrarmos que juntos podemos construir novos alicerces baseados no respeito, no apoio mútuo e na diversidade.
Serve pra nos lembrar que, se somos atacados é porque somos um perigo para esses grupos e para essas idéias, e para lembrarmos que nenhuma agressão intolerante será tolerada e esquecida.
Somos zumbi, somos os/as camelôs, somos os/as moradores/as de rua, somos Edson Neris, somos rappers, punks, somos homossexuais, imigrantes, negros/as, amarelos/as, vermelhos/as, brancos/as e nosso colorido pode sobrepor e combater essa violência!

Com esta carta fazemos um chamado a todos/as que de alguma forma se indignam com esta realidade, para que possamos combatê-la juntos/as, das mais diversas formas e nos mais diversos meios! Nos colocamos à disposição para contatos, atuações conjuntas e tudo o que possa fortificar a luta contra o racismo, a xenofobia, a homofobia e toda forma de intolerância nazi-fascista!

Propomos aqui aos movimentos sociais e indivíduos engajados nestas lutas uma reunião no dia 12 de março (sábado) para discussão de ações conjuntas e outras propostas. Caso tenha interesse, entre em contato!

A Luta Contra o Fascismo é a Luta pela Liberdade!

 Movimento Anarco Punk de São Paulo
Cx. Postal 1677 CEP 01032-970 SP/SP | map.sp@anarcopunk.org
Anarcopunk.org | info@anarcopunk.org
regicidas@hotmail.com